No início deste ano, a fisioterapeuta Raquel Carneiro tomou
uma decisão: encontrar meios para melhorar o desempenho nas atividades físicas
e para se livrar da sensação de inchaço no abdome. Raquel sempre conciliou
alimentação saudável com várias atividades físicas, como o Pilates, a corrida,
o spinning e o treinamento funcional, e ainda assim sentia desconforto na
região do abdome.
“Procurei um endocrinologista e, após uma série de exames,
soube que a causa do mal-estar era o consumo de leite. E para melhorar ainda
mais a qualidade da minha alimentação e o desempenho nos exercícios, fui
orientada a evitar o consumo de glúten”, resume Raquel, que sente muito mais
disposição depois da nova dieta.
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| Raquel se livrou do inchaço abdominal sem glúten, sem leite e sem photoshop |
A nutricionista Gheisa Patrizzi explica o que pode ter
ocorrido com Raquel e com inúmeras outras pessoas que apresentam os mesmos
sintomas. “Nosso organismo está preparado para processar o leite até os dois
anos de idade. Depois disso, a lactase, enzima que digere a lactose do leite,
diminui naturalmente no corpo. Sem ser digerida, a lactose podendo gerar algum
tipo de intolerância ou desconforto com o consumo do alimento, como gases e
diarreia”, explica Gheisa.
A boa notícia é que muitos derivados do leite estão livres
da lactose e podem ser consumidos como fonte de cálcio. “A lactose é eliminada
durante a fermentação do leite ou propositalmente, porque a indústria de
derivados retira, mantendo o cálcio”, detalha a nutricionista.
Glúten
O glúten é uma proteína presente em vários alimentos ricos
em carboidratos como pães, macarrão, aveia e outros preparados com farinha de
trigo. Com o consumo diário destes alimentos, o glúten pode prejudicar o
organismo. “A proteína propicia a proliferação de bactérias no intestino e
favorece o inchaço e o desconforto abdominal”, pontua Gheisa.
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| Tubérculos são excelentes fontes de carboidratos sem glúten |
Segundo a nutricionista, o glúten pode ser substituído por
outra proteína sem prejuízo para a dieta. “A dificuldade é encontrar alimentos
ricos em carboidrato e sem glúten. Daí a importância de se procurar um
nutricionista para fazer as substituições adequadas, sem alterações radicais ou
muito trabalhosas na dieta”, ressalta Gheisa.
Raquel passou a consumir tubérculos, tapioca e farinhas sem
glúten em substituição aos tradicionais pães e assegura que a nova dieta não
lhe causa sofrimento. “Basta ter disciplina, criatividade e orientação
profissional”, garante a fisioterapeuta.


Alguém tem o contato da nutricionista?
ResponderExcluirOlá! Você pode entrar em contato com a Gheisa pelo e-mail gheisapatrizzi@hotmail.com
ResponderExcluirObrigada pelo comentário! ;)